Capítulo 29

Um forte relâmpago rasgou o céu de norte a sul e em seguida trazida pelos ventos começou a chover poderosamente banhando toda Mesquita com grande fúria.


Fernando usava toda sua habilidade como motorista para tentar seguir Gabriel pelas ruas da cidade, mas logo assim que desceram o viaduto central da praça o vampiro não mais estava em sua frente; Gabriel havia conseguido enquanto corria, ir aumentando pouco a pouco à distância entre ele e a viatura até que o perderam da vista; inconformado Fernando diminuiu a velocidade até parar, estacionando junto ao meio-fio e saiu do carro esbravejando consigo mesmo e se perguntando se realmente conseguiriam enfrentá-lo, já que este dispunha de poderes que suas mentes nunca tinham imaginado.

_ Mas que droga! _ Gritou Fernando na chuva. _ Ele escapou.

Marco também saiu e ainda sentindo a ligação mental que o unia com o monstro disse:

_ Ele foi para casa; temos de ser rápidos se quisermos pegá-lo essa noite e acabar com isso.

Em meio a toda aquela água que caia do céu surgiu o padre em sua moto, ao avistar a viatura parada junto ao meio-fio temeu pelas vidas de seus amigos; mas logo os viu na calçada sãos e salvos pelo menos por hora. Parando junto ao carro e levantando a viseira do capacete o reverendo perguntou:

_ O que houve? Por que pararam aqui?

Fernando explicou o que tinha acontecido e Marco disse qual era o lugar para onde ele havia fugido; concluindo:

_ Ele não se alimentou, está relativamente mais fraco do que de costume; a chuva impediu as pessoas de saírem de suas casas e por isso vai ser mais difícil para ele conseguir atacar alguém.

Bruno se animou com a notícia de que tinham perseguido Gabriel por várias quadras antes de chegar aquele ponto.

_ Parece que esta noite temos a providência Divina em nosso favor; vamos atrás dele.

Baixando a viseira do capacete Bruno partiu com a moto, e entrando novamente no carro os policiais seguiram a moto; iriam para a casa da criatura e apostariam todas as suas fichas nessa ação.